Nova economia com XRP e XLM: O cenário econômico global atravessa um momento de transformação profunda que muitos investidores ainda não conseguiram decifrar por completo. Recentemente, o veterano Versan, fundador da Black Swan Capitalist, trouxe a público uma tese detalhada que acendeu um alerta nos mercados. O ponto central dessa análise é o que ele classifica como a próxima fase da migração de capital.
Não se trata apenas de uma oscilação comum de mercado, mas de uma mudança estrutural na forma como o dinheiro se move. Em períodos de desvalorização monetária acentuada, o valor busca proteção e eficiência. Para quem vive na Grande São Paulo, polo financeiro do Brasil, compreender esses movimentos é vital para a preservação do patrimônio familiar e empresarial.
Abaixo, detalhamos como essa evolução em camadas está redefinindo o conceito de dinheiro e por que ativos como ouro, XRP e XLM estão no centro dessa transição.
A erosão silenciosa das moedas fiduciárias
A base da tese de Versan reside em um problema crescente: a desvalorização monetária. Os governos ao redor do mundo, incluindo as maiores potências, continuam operando com déficits estruturais bilionários. Para sustentar esse modelo, os bancos centrais precisam expandir a liquidez, o que na prática significa imprimir mais dinheiro ou aumentar a dívida soberana.
Esse processo não costuma ser explosivo, mas sim gradual. É como uma maré que sobe lentamente, corroendo o poder de compra de quem guarda capital apenas em moedas tradicionais como o real ou o dólar. À medida que essa percepção de risco aumenta, o capital não desaparece; ele simplesmente procura um novo “porto seguro” para estacionar.
Fase Um: O retorno às garantias sólidas e o papel do Ouro
Historicamente, em momentos de incerteza, o capital busca ativos escassos e que não possuam risco de contraparte. O ouro continua sendo a âncora primária dessa primeira fase de proteção. Diferente do papel-moeda, o ouro não pode ser impresso por decreto governamental e sua escassez é física e comprovada.
"O ouro não depende de trilhos digitais ou de aprovação política para manter seu valor intrínseco. Ele é o estabilizador final dos balanços patrimoniais."
Recentemente, a importância do ouro foi reafirmada pelas reformas de Basileia III, que passaram a tratar o metal como capital de Nível 1. Isso significa que grandes instituições financeiras agora enxergam o ouro com o mesmo grau de liquidez e segurança que o dinheiro em caixa, mas com a vantagem da proteção contra a inflação.

Fase Dois: A necessidade de trilhos de liquidez digital
Embora o ouro seja excelente para preservar valor, ele falha em um ponto crucial da economia moderna: a velocidade. É impossível transacionar frações de ouro instantaneamente para pagar uma importação ou realizar uma transferência internacional em segundos. É aqui que entra a segunda camada da tese de Versan.
Uma vez que o capital está ancorado em garantias sólidas, ele precisa de infraestrutura para se movimentar. O valor deve ser transmitido de forma eficiente através de fronteiras e sistemas institucionalmente aceitos. É neste cenário que o XRP e o XLM (Stellar) deixam de ser meras “criptomoedas” e passam a ser vistos como infraestrutura financeira.
XRP e a liquidez sob demanda
O XRP foi projetado especificamente para ser um ativo de ponte. No sistema tradicional, bancos precisam manter contas pré-financiadas em outros países (contas Nostro/Vostro) para garantir transferências. Isso deixa bilhões de dólares parados e improdutivos.
Com o uso do XRP, as instituições podem converter a moeda local em ativos digitais, liquidar a transação em segundos no livro-razão e converter para a moeda de destino no outro lado. Isso elimina a necessidade de capital parado e reduz drasticamente os custos operacionais do sistema financeiro global.
XLM e a inclusão nos mercados emergentes
Já o XLM, da rede Stellar, foca em uma filosofia semelhante, mas com forte penetração em corredores de remessas e mercados emergentes. Sua infraestrutura facilita o acesso de populações desbancarizadas ao sistema global, permitindo transferências de baixo custo entre o mundo físico (fiat) e o digital.
O modelo em três camadas da Nova Economia
Para facilitar o entendimento do investidor, Versan propõe uma visão do sistema financeiro dividida em camadas complementares. É um erro pensar que o ouro e os ativos digitais competem entre si; na verdade, eles colaboram.
- Camada 1 (Preservação): Ativos como o ouro, que garantem que o valor não seja destruído pela inflação.
- Camada 2 (Transmissão): Ativos de ponte como XRP e XLM, que garantem que o valor se mova com velocidade e baixo custo.
- Camada 3 (Programabilidade): Contratos inteligentes e finanças descentralizadas que operam acima dessa infraestrutura.
Nesse modelo, o ouro preserva a riqueza enquanto o XRP e o XLM a transmitem. É uma arquitetura financeira desenhada para um mundo onde tudo será tokenizado — desde imóveis em Barueri até ações de empresas na bolsa de valores.
Conclusão: O Posicionamento estratégico do investidor
A transição que estamos vivendo é gradual, mas a direção parece cada vez mais clara. A expansão desenfreada da dívida global dificilmente será revertida no curto prazo, o que torna a desvalorização monetária uma realidade persistente.
Para o investidor que olha além da volatilidade diária dos preços, o foco deve estar na infraestrutura. Posicionar-se em ativos que servem de base para o novo sistema monetário não é uma aposta especulativa, mas sim um alinhamento com a evolução tecnológica do dinheiro.
A migração de capital já começou. Aqueles que entenderem a simbiose entre a segurança do ouro e a agilidade das redes digitais estarão um passo à frente na proteção do seu futuro financeiro.
Você concorda com essa visão de que o ouro e o XRP trabalharão juntos?
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Fontes: Binance

