O mercado de ativos digitais no Brasil acaba de dar um passo gigantesco rumo à eficiência financeira global. O Grupo Braza, através do Banco Braza — um dos maiores especialistas em câmbio do país e regulado pelo Banco Central do Brasil (BCB) —, anunciou a expansão da sua stablecoin, a BBRL, para a rede Polygon.
Essa movimentação não é apenas técnica; é estratégica. A BBRL é uma stablecoin lastreada no real brasileiro na proporção de 1:1. Isso significa que para cada token em circulação, existe um real físico guardado em custódia segura. Agora, operando em uma das redes mais rápidas e baratas do ecossistema cripto, a BBRL promete revolucionar a forma como empresas e pessoas físicas na região da Grande São Paulo e em todo o país lidam com pagamentos e transferências internacionais.
O que é a BBRL e como funciona o lastro?
Lançada inicialmente no ecossistema XRP Ledger e com presença na BNB Chain, a BBRL é emitida pela Braza Crypto. O grande diferencial em relação a outras stablecoins do mercado é a sua robustez institucional. As reservas são custodiadas pelo Banco Braza, uma instituição licenciada, o que oferece uma camada de segurança jurídica e auditoria constante.
O processo para o usuário é simples e desenhado para a praticidade do dia a dia:
- Emissão: O interessado deposita reais em sua conta no banco e recebe a quantia equivalente em tokens BBRL.
- Resgate: O processo inverso pode ser feito diariamente, com valor mínimo de apenas R$ 1 e, o mais importante, com taxa zero de resgate.
Essa transparência e facilidade de entrada e saída são fundamentais para que o real digital saia do campo especulativo e entre na economia real de empresas que precisam de liquidez imediata.
Por que a escolha da rede Polygon?
A chegada à Polygon é um divisor de águas para a usabilidade da BBRL. Enquanto blockchains mais antigas podem sofrer com congestionamentos e taxas de transação (gás) elevadas, a Polygon é reconhecida mundialmente pela sua escalabilidade.
Com essa integração, os usuários ganham:
- Baixíssimo Custo: Transações que custam frações de centavos.
- Velocidade: Processamento de pagamentos em segundos, ideal para o varejo e liquidações corporativas.
- Interoperabilidade: Conexão fácil com o vasto ecossistema de Finanças Descentralizadas (DeFi) e outros ativos digitais globais.
"O objetivo de longo prazo é conectar o real brasileiro às principais redes blockchain do mundo e migrar cada vez mais atividade de câmbio para on-chain. O futuro do câmbio e dos pagamentos é on-chain", afirma André Zachary, diretor de cripto do Grupo Braza.
Brasil: Liderança no mercado de stablecoins
O anúncio reforça a posição do Brasil como o principal polo de inovação em criptoativos na América Latina. Diferente de outros países onde as stablecoins operam em zonas cinzentas da regulação, por aqui, a união entre a infraestrutura bancária tradicional e a tecnologia blockchain está criando um ambiente maduro e confiável.
Marc Boiron, CEO da Polygon Labs, celebrou a parceria destacando que ativos regulados e lastreados em moedas fiduciárias são os “blocos de construção” para o novo comércio global. Para o empresário de Barueri ou Osasco que realiza importações ou exportações, ter o Real tokenizado em uma rede eficiente significa reduzir custos bancários e eliminar intermediários desnecessários.
O futuro dos pagamentos Cross-Border
A tokenização do real permite que operações de câmbio, que antes levavam dias e custavam caro, sejam feitas 24 horas por dia, 7 dias por semana. Com bilhões de dólares movimentados anualmente em câmbio pelo Banco Braza, a migração dessas operações para o ambiente on-chain (dentro da blockchain) é o próximo passo natural da economia digital.
A expansão para a Polygon posiciona o Grupo Braza como o grande facilitador dessa ponte entre o sistema financeiro tradicional e a Web3. O resultado é um ecossistema mais democrático, onde até mesmo pequenas remessas internacionais tornam-se viáveis graças às taxas reduzidas da nova rede.
Próximos passos
A tecnologia blockchain está deixando de ser uma promessa para se tornar a infraestrutura básica do dinheiro. Com a BBRL na Polygon, o Brasil mostra que está pronto para liderar essa transição.
Você já utiliza stablecoins em sua estratégia de negócios ou investimentos? Acredita que o Real digital vai substituir as transferências bancárias tradicionais em breve? Deixe sua opinião nos comentários!
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Fontes:
* BeInCrypto Brasil – “Grupo Braza lança stablecoin BBRL na blockchain Polygon” (24/02/2026): https://br.beincrypto.com/slug-grupo-braza-stablecoin-bbrl-polygon/
* CryptoTimes – “Brazil’s Banco Braza Brings Real-Backed BBRL Stablecoin to Polygon” (25/02/2026): https://www.cryptotimes.io/2026/02/25/brazils-banco-braza-brings-real-backed-bbrl-stablecoin-to-polygon/
* Página oficial BBRL – Braza Bank: https://www.brazabank.com.br/en/bbrl/en/
* RWA.xyz – Ficha técnica BBRL (lastro, resgates e regulação): https://app.rwa.xyz/assets/BBRL
* Anúncio oficial do Grupo Braza no X (24/02/2026) e post de Sandeep Nailwal (co-fundador da Polygon) https://x.com/Cointelegraph/status/2026605203407966702?s=20

