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quarta-feira, 4 novembro, 2026
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Mercados reagem à “onda azul” nos EUA: Bitcoin sobe, Ibovespa interrompe sequência de quedas e Copom segura a Selic

Moeda dourada de Bitcoin, ilustrando a alta do Bitcoin, do Ibovespa e a decisão do Copom
Foto: Satheesh Sankaran / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

O dia 4 de novembro de 2026 ficou marcado por um alívio nos mercados depois do resultado das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. O índice Ibovespa B3 já vinha caindo quatro dias consecutivos. Com a vitória democrata no Congresso (controle da Câmara e do Senado), tendo uma boa parte dos democratas mais ao centro, o dólar enfraqueceu, o petróleo caiu forte e os ativos de risco ganharam fôlego tanto nos EUA quanto no Brasil e no mercado de criptomoedas com a valorização dos ativos.

O que aconteceu no Bitcoin e nas criptomoedas

O Bitcoin (BTC) fechou o dia em recuperação, operando na faixa de US$ 80.200 a US$ 80.400, com alta de cerca de +3% a +3,5% nas 24 horas. Durante a contagem e o anúncio dos resultados eleitorais, a criptomoeda chegou a testar mínimas perto de US$ 75.600–75.700, mas recuperou com força depois que a incerteza política diminuiu.

O Ethereum (ETH) acompanhou o movimento e chegou a performar melhor que o Bitcoin (BTC) em alguns momentos do dia (alta de 5–6% em picos). O XRP performando em US$ 1,25 a US$ 1,33 +2,39% nas últimas 24h. Em relação ao a capitalização total do mercado de cripto girou em torno de US$ 2,6–2,72 trilhões.

O sentimento ainda é cauteloso (Fear & Greed Index em zona de medo/neutro), e as saídas recentes de recursos dos ETFs de Bitcoin spot continuam sendo um ponto de atenção. O movimento de hoje foi mais uma reação ao alívio político e à queda do dólar do que um sinal claro de nova tendência de alta.

Bolsa americana e commodities

Nos Estados Unidos, o rally foi expressivo:

  • Dow Jones: +3,03%, fechando em 53.356 pontos (melhor dia em meses).
  • S&P 500: +1,58%, a 7.688 pontos.
  • Nasdaq: +1,44%, a 25.736 pontos.

O petróleo despencou cerca de 8%, o dólar perdeu força e o ouro/prata subiram. A leitura do mercado foi de menor risco político de curto prazo e possível gridlock (quando partidos diferentes controlam Casa Branca e Congresso), cenário que historicamente costuma ser bem recebido por ações.

No Brasil: Ibovespa sobe e Copom segura a Selic

No Brasil, o Ibovespa B3 interrompeu uma sequência de seis pregões de queda e fechou com alta de 1,23%, aos 167.563 pontos. O dólar comercial recuou cerca de 0,64%, encerrando por volta de R$ 5,45.

O alívio externo ajudou, com bancos, Vale e setores ligados à economia doméstica entre os destaques positivos. Já a Petrobras sofreu com a queda do petróleo.

Depois do fechamento da Bolsa, o Copom anunciou a decisão: manteve a Selic em 13,75% ao ano de forma unânime e interrompeu o ciclo de cortes iniciado em março. A decisão veio em linha com a expectativa majoritária do mercado após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, diante da deterioração das expectativas de inflação e das preocupações fiscais.

O que isso significa na prática

Para quem acompanha criptomoedas, o dia foi de alívio técnico depois de um período de pressão (saídas de ETFs + incerteza eleitoral). Para quem investe em ações brasileiras, foi o primeiro dia de respiro depois de uma sequência ruim pós-eleições. Já a manutenção da Selic em patamar elevado continua pressionando o crédito e o consumo no curto prazo.

Vale lembrar que movimentos de um único dia, especialmente os ligados a eventos políticos, costumam ser voláteis. O fluxo dos ETFs de Bitcoin, os próximos dados de inflação e emprego nos EUA e os sinais do governo brasileiro sobre política fiscal serão os pontos mais importantes a acompanhar nos próximos dias.

Este texto é apenas informativo e educacional. Não constitui recomendação de investimento.

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